Longe do barulho dos ginásios, o jogo é de silêncio e concentração na biblioteca do Campus Cuiabá – Cel. Octayde. São as partidas de xadrez dos Jogos do Instituto Federal de Mato Grosso (JIFMT), que começaram na segunda-feira (25/08) e terminam nesta terça-feira (26/08).
Os estudantes competiram de forma individual, utilizando relógio, sendo o vencedor aquele que conseguisse dar o primeiro xeque-mate — o movimento de captura do rei adversário — em menor tempo. Os relógios começaram a contar assim que a partida teve início, ou seja, para os competidores, todo segundo conta.
O xadrez se diferencia de outros esportes por exigir raciocínio lógico em vez de agilidade ou força física. É reconhecido por aumentar a concentração, a memória, a paciência e a capacidade de tomar decisões rápidas, sempre mantendo como princípio o respeito mútuo entre adversários.
Para muitos atletas, o xadrez já faz parte da vida desde cedo. É o caso de Gabriel Cardoso Bertoldi, estudante do campus Juína, que comenta sobre o que mais gosta na modalidade. "O que eu mais gosto no xadrez é ficar entretido na partida, calculando e me aprofundando nas jogadas. É um mundo novo, é como se eu estivesse em outro universo quando jogo, então é muito bom."
Gabriel joga xadrez desde pequeno, mas foi no campus que começou a participar de competições. Assim como ele, muitos estudantes passaram a competir em campeonatos pelo IFMT, seja dentro ou fora dos Jogos. É o caso de Maria Luísa dos Anjos Moura, do terceiro ano de Secretariado, e Joaquim Machado, do primeiro ano de Informática, ambos do campus Cuiabá – Octayde.
Gabriela e Joaquim destacam que gostam do xadrez por gerar senso de pertencimento, pela diversidade de estratégias possíveis e pelo desenvolvimento do raciocínio lógico, que também ajuda no convívio e nos estudos. Ambos já participaram de torneios regionais e compartilham suas experiências dentro e fora do JIFMT.
"Nós, do time do campus Octayde, já participamos em 2023 de um torneio estadual em Sinop. Conseguimos medalha de ouro e eu fiquei em terceiro no feminino. Foram muitas conquistas, inclusive em outros torneios estudantis. Estou contente com o desempenho da equipe feminina: a medalha de ouro é resultado do nosso treinamento" conta Gabriela.
"Tivemos bastante estudo, preparação mental e física. Estou ansioso para ver o resultado, para ir bem e saber se vamos poder disputar o nacional" comenta Joaquim.
Os estudantes tiveram mais de dois meses de preparação antes do início dos Jogos, acompanhados de perto pelos professores em cada fase do treinamento, para que, no grande dia, pudessem dar o seu melhor no JIFMT.
Texto: Yasmin Fares - Estagiária
Revisão: Thiago Almeida - Jornalista
